sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Altruísmo no Mundo

Olá amigos leitores,

Espero que os textos aqui deixados estejam sendo de algum valor para vocês que dedicam seu tempo a conhecê-los. Desejo, contudo, incitar o pensamento, a reflexão e, quando possível, a discussão dos temas aqui propostos. O idealismo faz parte de minha existência e, assim sendo, não poderia deixar de durante a minha estadia aqui na Terra, deixar um pouquinho dos pensamentos e experiências. Que essa Trilha Espírita que estamos deixando sirva de inspiração para quem assim o precisar, mesmo que não concordem com as palavras, para se espelharem ao menos na vontade de sermos melhores.

Vamos ao texto de hoje.


O Altruísmo no Mundo

No dia 24 de dezembro de 2009, o Núcleo de Arte Espírita Integrarte, o qual é formado por jovens espíritas e tenho o prazer de fazer parte, foi convidado pela TV Integração (Rede Globo) para uma matéria sobre altruísmo. Algumas pessoas que conheciam nosso trabalho nos indicou e aceitamos, o que aconteceu no Lar André Luiz (idosos).

Essa semana, participando de um processo seletivo, foi apresentado uma matéria também sobre altruísmo, no qual o biólogo chamado Roberto Burle Marx, com mais de 50 anos, foi questionado por que estava plantando sementes que iriam florescer somente após 50 anos e provavelmente ele não estaria aqui para ver. Ele respondeu o seguinte: ““Assim como alguém plantou para que eu pudesse ver, estou plantando para que outros também possam contemplar”. No processo, era solicitado um texto respondendo à seguinte pergunta (pelo que pesquisei, isso também ocorreu em alguns vestibulares):

“O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo?”

A matéria ainda trazia o seguinte conceito de altruísmo: “s.m. Tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro”. Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009.

Bem... acredito que para ser um altruísta é necessário antes ser um sonhador. Os sonhadores são aqueles que acreditam e desejam o melhor aconteça, que a vida pode ser melhor. Digo isso pois se não acreditarmos que o mundo pode ser um lugar melhor, que as pessoas podem se respeitar (e olha que não cheguei ainda à palavra “amar”) que o materialismo deixará de ser a crença principal... qual sentido teria o altruísmo? Certamente ao estudarmos a Doutrina Espírita temos mais oportunidade de entender que o altruísmo, o que pode ser entendido de certa maneira como caridade, deve fazer parte do dia a dia aqui na Terra e é condição essencial para nosso melhoramento espiritual.

Para ser altruísta não se pode ter como principal foco o ego. É importante que o ser se ame, porém, é imprescindível que ele também faça isso pelos outros. O altruísta é recompensado cada vez que se doa incondicionalmente e para fazer isso, não é necessário o gasto de um centavo sequer: através de um sorriso que ilumina o dia de alguém; do abraço forte e quente em um amigo, familiar ou até mesmo desconhecido que está se sentindo sozinho; um afago nos cabelos daquele que já não tem forças para se levantar de um leito; praticar a escutatória para alguém que queira fazer um desabafo, sem ter a necessidade de querer interromper. Enfim... há muitas maneiras.

Além disso, ser altruísta é pensar a longo prazo, principalmente quando entendemos a reencarnação e a vida eterna enquanto espíritos. O que se faz agora poderá refletir por toda a eternidade na existência de um ser, para não dizer a nossa própria existência. Muitas vezes, achamos que ao sermos caridos, altruístas, dedicados a alguém por instantes, fará com que um sofrimento seja amenizado naquele momento ou um reles sopro de alegria seja sentido. Ledo engano quando assim pensamos... nossas atitudes ecoam no universo e não seria diferente na existência espiritual tanto nossa quanto do outro. Lembram-se de André Luiz quando uma senhora orou por ele devido ele ter, de mau grado, auxiliado ela em determinado momento da vida?

Sendo assim, sejamos Robertos Burle Marx do mundo. Não nos preocupemos apenas com a contemplação que nossos olhos terão. O mundo ainda tem muito espaço para isso. Então, se há lugar no mundo para pensamento a longo prazo? Somente esse pensamento nos fará verdadeiramente felizes pois em um planeta de provas e expiações, sabemos que tudo o que passarmos será imprescindível para a evolução. Se há lugar no mundo para o altruísmo? Bem... digamos que ele tem cadeira cativa nos corações humanos, apesar de muitas vezes essas cadeiras estarem vazias e empoeiradas.

Um grande abraço a todos.


Diego Carvalho



P.S.: Para conhecerem a reportagem que o Integrarte participou em 2009, basta acessar:

http://megaminas.globo.com/2009/12/25/natal-e-marcado-por-exemplos-de-solidariedade

Nunca assisti ao vídeo, pois não o encontrei no Portal Megaminas. Se alguém um dia achar, por favor, nos informem pois ficaremos muito gratos.

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