Há algumas semanas, participei do primeiro módulo de um Curso On Line da Federação Espírita Brasileira (FEB) sobre Gestão de Centros Espíritas. Esse módulo tinha como nome “Centro Espírita – Visão Geral”. A primeira atividade era responder o que nos motivou a fazer aquele curso. Com isso, me coloquei a pensar no que nos motiva a sermos espíritas.
Me coloquei a pensar na história da humanidade para chegar a essa resposta da qual, confesso, nunca havia sequer cogitado. Durante séculos em nosso planeta, tivemos uma série de religiões, seitas ou pensamentos filosóficos que se voltavam para os mesmos objetivos, mesmo sem admitir isso: a busca de algo maior, fosse para acreditar pela fé ou para explicar pela racionalidade. Houve povos que cultuavam vários Deuses; alguns outros denominavam seus líderes como próprios Deuses; houve os Deuses do Monte Olimpo; houve também as negações de que existia qualquer força superior ao homem; outros que julgavam a natureza como esse ser supremo e por aí vai. Se estudado com atenção, todos demonstrarão que o objetivo era ter algo ou alguém maior, no qual pudéssemos depositar nossa confiança. Ainda podemos inferir que muitos acreditavam que ao deixarmos o Mundo dos Vivos, algo aconteceria, fosse queimar no fogo do inferno eternamente, fosse sentar-se ao lado de Deus(es), fosse virarmos parte dessa natureza talvez pouco conhecida e explorada. Então, muito tempo depois que a humanidade já está instaurada na Terra, temos um simples “homem”, filho de carpinteiro, que nos diz ser o enviado de Deus para os homens na Terra, os quais, somente através d’Ele, seriam salvos. O espanto não poderia ser diferente. Até então, Jesus era um desconhecido, um simples perante os olhos humanos, e mesmo que tivesse um brilho totalmente diferente de qualquer outro já existente e suas palavras fosse ao mesmo tempo doces, firmes e penetrantes, não tinha qualquer autoridade (como se o conceito de autoridade fosse utilizado na sua íntegra). Ninguém sabia de sua existência.
Creio agora que devo modificar a última frase para: ninguém na Terra lembrava de sua existência. No livro “A Caminho da Luz” (Francisco Xavier e Emannuel – Cap. IX), o mentor espiritual nos informa que o Cristo já era o responsável pela Terra e que a “gênese de todas as religiões da humanidade tem suas origens no coração augusto e misericordioso de Jesus”. E como poderíamos pensar diferente? Será que Deus teria olhado para a Terra somente pouco tempo antes do Cristo estar entre nós e decidido que era a hora de auxiliar-nos? De maneira alguma isso poderia acontecer pois se assim o fosse, ele não seria o Ser imutável, criador do Universo, bom, generoso, sem princípio e sem fim. Deus, assim como um pai faz com seu(s) filho(s), desde que nos concebeu esteve (e está) velando por nós, concedendo-nos o que necessitamos para nossa evolução, de acordo com nosso merecimento e esforço.
Continuaremos na próxima postagem para os textos não ficarem muito grandes e chatos. Enquanto isso, deixem seus comentários sobre o assunto. Vamos escrever juntos.
Um abraço a todos.
Diego Carvalho
Todos os grandes nomes que conhecemos como Buda, Fo-Hi, Lao Tse, Confúcio, Maomet, Moisés dentre vários outros foram instrutores enviados para que pudéssemos nos preparar para a glória Divina através de um de seus filhos enviados a nós para enfim, ditar as verdades do Universo; ou ao menos as que estivéssemos preparados para entender. Pois bem... Jesus chega à Terra e nos enche de “novos velhos” conhecimentos. Novos, porque enquanto seres encarnados, acreditávamos em outras crenças; velhos, porque sendo criação de Deus, todos já tínhamos em nosso íntimo mais íntimo sua centelha que nos daria possibilidades de interligar nossos sentimentos com as palavras e atitudes daquele Homem; bastasse para isso a vontade (como se fosse simples assim como coloco). Nasceu, cresceu, ensinou e continou entre nós. Assim foi Jesus. Assim é Jesus.
Continuaremos na próxima postagem para os textos não ficarem muito grandes e chatos. Enquanto isso, deixem seus comentários sobre o assunto. Vamos escrever juntos.
Um abraço a todos.
Diego Carvalho
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